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Antônio Campos elegeu-se,
hoje, com 24 votos para Academia Pernambucana de Letras, na vaga
deixada por Paulo Maciel. O outro candidato Lucilo Varejão Neto teve
10 votos. Antônio Campos comentou:
“Vejo a Academia como uma continuação do convívio com o livro,
hábito herdado de meu pai Maximiano, de meu tio Renato, da
proximidade de amigos e intelectuais. Acho também que darei a ele,
Maximiano, que não pertenceu à APL, a alegria desse pertencimento,
de certa forma.”
“Sendo a Academia Pernambucana de Letras uma instituição centenária,
acredito que todo escritor, ao conseguir ocupar uma das suas
cadeiras adquire, de súbito, por assim dizer, uma história de cem
anos. Logo, o seu olhar não é dirigido para frente, “na direção do
relâmpago” – como diria Shakespeare – mas para trás, para a tradição
que remonta ao seu fundador: Carneiro Vilela. Creio que o primeiro
passo, dado dentro de uma instituição acadêmica, é no sentido da
convivência e do aprendizado. Nem mesmo o quadro da instituição o
ocupante pode ampliar, uma vez que ele apenas o completa. Uma vez na
Academia, se for o caso, além de honrar o nome do meu grande
antecessor, Paulo Frederico do Rêgo Maciel, continuarei usando o
verbo fazer no sentido da poesia – poíesis – “ação fazer algo” e, ao
fazer algo pela palavra, claro, também farei pela instituição, pois
terei o meu nome ligado a trinta e nove nomes, coincidente com os
quarenta anos da minha idade.”
Antônio Campos, 40 anos, Advogado, Presidente do Instituto Maximiano
Campos, Curador da Fliporto, que acontece em novembro. É autor dos
livros: Território da Palavra e Portal de Sonhos,
entre outros. Organizou as antologias: Pernambuco, Terra da
Poesia e Panorâmica do Conto em Pernambuco.
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